QAYEN, 1997

Enviado por: Rodrigo Lopes

Me sinto tão estranho aqui
a ponto de não saber mais
se foi vitória ou derrocada
O sismo que passou por mi casa
Tremor de terra a abalar
O amargor de fracassar
O doce gosto da vitória porem,

Surgiu logo lá

Fracasso não me emergiu como dor,

 Nem tão pouco causou furor
apenas desamor
Certa momento virou até humor.

Enquanto a Vitória foi vaidade ,
se sentir amado
prazer egoísta, mas por vezes necessário
A festa que dentro de mim ecoou
Entre motéis baratos e whisky caros
Bordeis lotados e amores apressados
Nessa era da velocidade
Eu um solitário contemplador
terei espaço nesse grande furor?
Ou me tornarei apenas um espectador?

Dessa modernidade que me causa pavor

Numa conversa de WhatsApp amor

E “do que adianta eu ser Durão e o coração ser vulnerável”
Ainda não sei responder

Me traga outro trago
Outro beijo reluzente
Que antecederá uma discussão ardente

Me pergunto nesse espaço
Quem de nós vai consumir o outro até chegar a dor do estrago?

E depois de anos…
Ao nos vermos na rua como dois estranhos
Eu meio sem jeito não saberei como agir
Talvez fingir que não a vi
Ou talvez eu regurgite as palavras que eu nunca falei

Ou então morra engasgado com o que nunca evidenciei
E nem é falha
Nem batalha
É só a vida e suas reviravoltas
Trazendo à tona
As estradas sinuosas que percorri
Até chegar aqui
Universo, maktub ou estava escrito
Na real, tudo obra do destino
De cima eu vejo toda essa imensidão
E como é pequeno nossos problemas e frágil o coração.

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